Calma

57 anos, Setúbal

Encontrei-te onde a noite hesita, entre o fim do silêncio e o começo do teu nome. Não sei se eras sonho ou memória que ainda não vivi, mas o teu olhar… reconheceu-me primeiro. Havia em ti um segredo antigo, como cartas nunca enviadas, como promessas que o tempo teve medo de cumprir. Quando me tocaste, o mundo ficou suspenso — não por magia, mas por verdade. E naquele instante estranho, tão breve quanto eterno, percebi: há encontros que não começam, apenas continuam de outras vidas esquecidas. E talvez seja isso o amor — não encontrar alguém novo, mas lembrar-se… de quem nunca deixámos de ser juntos.

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